| Homem
algum possui recursos bastante para redimir o mundo, mas todos guardamos
possibilidades suficientes para a regeneração de nós
mesmos.
Não te esqueças da hora que passa, convocando-te às
construções do espírito.
O patrimônio real de cada um é aquele que se constitui de
nossas próprias obras.
E tudo aquilo que nos rodeia, quando nos achamos na encarnação
terrestre, seja riqueza ou indigência, dor ou felicidade, plenitude
ou escassez, no círculo das circunstâncias a que o renascimento
nos arroja, não passa de material didático, objetivando-nos
a educação para a vida imperecível.
Não ter descures do tempo, a força aparentemente inerte
suscetível de oferecer-nos os meios necessários à
ação edificante.
Com os dias, algo produzimos.
Enquanto o lavrador diligente prepara colheita de prosperidade e alegria,
aquele outro que cruza os braços, à frente do arado, forma
cristalizações de indiferença que o inclinam à
penúria.
Enquanto o aprendiz da sabedoria avança para frente, traçando
sendas de acesso ao Infinito, o estudante vadio coagula as sombras, ao
redor do degrau em que a vida o situa, demorando-se na estagnação.
Resguarda o próprio corpo, por abençoado instrumento de
elevação.
Através dele, se queres, é possível amealhar os valores
da espiritualidade, alcançar a paz íntima, recolher as bênçãos
do Céu e refletir a Divina Vontade, enriquecendo-te, cada vez mais,
pela extensão crescente das próprias faculdades, na compreensão
do próprio caminho.
Busquemos mais luz.
Quando o Mestre recomendou nos fizéssemos crianças, perante
a Lei, não se propunha reter-nos na ingenuidade, ou na incultura.
Procurava criar em nós o estado imprescindível de receptividade,
à frente da vida, a fim de reajustarmos os fios de nossos ideais,
sobre os alicerces da verdadeira sublimação.
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