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“Vinde a mim...” – Jesus.
( Mateus, 11:28)
O crente escuta o
apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações.
O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto
espiritual aos ouvintes.
Todos ouvem a palavra do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta
e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante...
Contudo, se é fácil ouvir e repetir o “vinde a mim”
do Senhor, quão difícil é “ir para Ele”!
Aqui as palavras do mestre se derramam por vitalizante bálsamo,
entretanto, os laços da conveniência imediatista são
demasiado fortes; além, assinala-se o convite divino, entre promessas
de renovação para a jornada redentora, todavia, o cárcere
do desânimo isola o espírito, através de grades resistentes;
acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida,
mas é quase impraticável a libertação dos
impedimentos constituídos por pessoas e coisas, situações
e interesses individuais, aparentemente inadiáveis.
Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis
e compassivos. Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores perecíveis
e à sombra de seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho
santificante, na direção da Pátria Universal...
Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam
suficientemente valorosos na fé para lhe buscarem a companhia.
Em suma, é muito doce escutar o “vinde a mim”...
Entretanto, para falar a verdade, já consegues ir?
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