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embarcação prossegue. Outro símbolo não encontramos
mais seguro para expressar a imagem de nosso trabalho em grupo, de vez
que uma nave no mar permanece entre perigos constantes.
Se não vara a tormenta, despenha-se no fundo; se pára, retarda
a viagem; se não se defende, é ameaçada pelos monstros
marinhos; se não usa a orientação segura, se destina
a perder rumo arrostando as conseqüências.
Sim, um grupo espírita a serviço do Cristo é uma
embarcação assim preciosa e batida sempre, iluminada e perseguida
pelos elementos desencadeados da natureza, quando o desequilíbrio
sobrevém.
É por isso que pedimos ao coração e ao ânimo
de nossos companheiros muita segurança na fé.
Ainda que a marcha se faça vagarosa, sigamos com firmeza. A obra
é daquele que nos designou para a viagem e o porto resplende, farto
de luz e bênçãos. Que as sugestões menos felizes
não nos seduzam. Nem queixas diante da tempestade, nem alegrias
de ilusão nas ilhas em que poeira dourada entretece fantasias.
Trabalhar sempre, guardando união e confiança no cerne de
nossas atividades. Nem sempre é o vento que derriba as naus que
velejam corajosas; muitas vezes é a ausência da bússola.
E a bússola é a segurança de atitude para com os
deveres a que fomos chamados.
Haja o que houver, usemos a oração para reajustar brechas
que surjam. Seja a prece o nosso clima de apaziguamento interior, porque
a prece dispõe a criatura a refletir a vida mais alta.
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