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Atualmente
a Ciência, através da Astronomia, sabe que no Universo
nada se mantém imóvel, incluindo as estrelas, mesmo aquelas
que na Antigüidade foram definidas como fixas.
Tais
estrelas assim foram chamadas porque suas posições em
relação a outras estrelas pareciam não variar.
Algumas movem-se tão lentamente que durante toda sua existência
um observador, a olho nu, não consegue perceber seu movimento.
Os
antigos astrônomos agruparam, arbitrariamente, as estrelas em
88 constelações fixas, nomeando-as conforme a aparência
que lhes causava; entre estas 12 vieram constituir as zodiacais: Carneiro,
Touro, Gêmeos, Caranguejo, Leão, Virgem, Balança,
Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário
e Peixes estudadas pela Astrologia, ciência que surgiu também
na Antigüidade, relacionando cada um dos doze meses do ano a uma
dessas constelações.
Com
a evolução dos processos de observação do
Universo descobriu-se que as estrelas não são fixas, com
o passar do tempo uma estrela de determinada constelação
pode migrar para outra alterando, portanto, esse conceito de agrupamento
de estrelas.
O
Espírito Galileu esclarece que “As estrelas que chamamos
fixas, e que constelam os dois hemisférios do firmamento, não
são isentas de toda atração exterior, como geralmente
se supõe; longe disso, elas pertencem todas a uma mesma aglomeração
de astros estelares. Essa aglomeração não é
outra coisa senão a grande nebulosa da qual fazemos parte, e
cujo plano equatorial que se projeta no céu, recebeu o nome de
via láctea. Todos os sóis que a compõem são
solidários; suas múltiplas influências reagem perpetuamente
umas sobre as outras, e a gravitação universal as reúne
todas numa mesma família.” 2
Como
integrantes do Universo nós seres humanos, ou melhor, Espíritos
habitando temporariamente corpos humanos, também agimos e reagimos,
não só com nossos semelhantes, mas também sobre
o mundo que habitamos, através de nossas ações
sobre o meio ambiente e por decorrência sobre o próprio
Universo.
“(...) sistemas de sistemas pareceriam de longe, ao olhar
investigador do filósofo que pudesse abarcar o quadro desenvolvido
pelo espaço, e pelo tempo, uma poeira de pérolas de ouro
levantada em turbilhão pelo sopro divino que faz voar os mundos
siderais nos céus, como grãos de areia nas ondulações
do deserto.
Não
há imobilidade, nem silêncio, nem noite! O grande espetáculo
que se desenvolvesse desta maneira sob nossas vistas seria a criação
real, imensa e cheia de vida etérea que abraça no conjunto
imenso a visão infinita do Criador. ” 2
| Bibliografia: |
| 1 |
Instituto de Astronomia,
Geofísica e ciências Atmosféricas da Universidade
de São Paulo - http://www.iag.usp.br/siae98/universo/estrelas.htm |
| 2 |
KARDEC, Allan. A Gênese.
19. Ed., São Paulo, SP: LAKE, 1999, cap. VI, itens 32-36,
p. 106-109 |
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Adelino Alves Chaves Jr.
Janeiro / 2009 |
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