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O
Espírito Galileu, servindo-se do vocabulário e de instrumentos
conhecidos na época de suas comunicações, comenta
neste subcapítulo de "A Gênese", sobre os "desertos
do espaço", ou seja, dos quase vazios entre as nebulosas;
esses quase vazios são denominados pela Astronomia atual de espaços
interestelares.
Segundo
o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas
da Universidade de São Paulo os espaços interestelares
– espaços entre as estrelas – são preenchidos
por gazes, poeiras e outros materiais, propícios ao surgimento
de novas estrelas e é para esses espaços que retornam
os materiais resultantes da explosão de estrelas massivas. São
consideradas estrelas massivas aquelas que tem massa (matéria
que a constitui) em quantidade superior a oito vezes a do Sol.
"O
gás interestelar é constituído principalmente de
átomos individuais e moléculas pequenas. Regiões
contendo gás são transparentes a quase todos os tipos
de radiação eletromagnética. Com exceção
das numerosas linhas estreitas de absorção atômica
e molecular, o gás não bloqueia radiação.
A poeira interestelar é de composição mais complexa.
Ela consiste de aglomerados de átomos e moléculas –
semelhantes a poeira de giz, de fumaça ou névoa. A luz
das estrelas distantes não pode penetrar as acumulações
densas de poeira interestelar, assim como o farol de um carro não
penetra uma neblina densa1."
O
espaço interestelar observado com equipamentos menos potentes,
devido a cor dos aglomerados de átomos e moléculas, aparentam
ser desertos, daí a denominação de desertos do
espaço.
Galileu
continua comentando que além desses desertos existem as denominadas
nebulosas irresolúveis, assim chamadas porque o homem ainda não
conseguiu estudá-las e conhecê-las como as nebulosas resolúveis,
ou seja, as já conhecidas.
Por
toda a imensidão do Universo percebe-se a Presença Divina
por Seu poder criador extraordinário e maravilhoso.
O
homem atual por suas máquinas pesquisadoras do Universo ainda
está muito distante desvendá-lo; "outras leis aí
existem em ação, cujas forças regem as manifestações
da vida, e os caminhos novos que seguimos nestes países estranhos
nos abrem perspectivas desconhecidas2."
| Bibliografia: |
| 1 |
Instituto de Astronomia,
Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade
de São Paulo - http://www.astro.iag.usp.br/~jatenco/aga215/cap14/cap14.htm |
| 2 |
KARDEC, Allan. A Gênese.
19. Ed., São Paulo, SP: LAKE, 1999, cap. VI, itens 45-47,
p. 109-110 |
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Adelino
Alves Chaves Jr.
Fevereiro / 2009 |
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