A
GÊNESE
OS MILAGRES
E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO POR ALLAN KARDEC CAPÍTULO
VI
URANOGRAFIA GERAL (1) |
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| O Espírito Galileu inicia este subcapítulo fazendo uma breve análise sobre a definição de espaço, em que “doutores em Teologia”1 se apoiaram para concluir que “o espaço seria necessariamente finito”1 e, a partir desse entendimento, estabelecer conceitos e dogmas religiosos que permaneceram por muito tempo. A seguir o Espírito Galileu - servindo-se de expressões e conhecimentos vigentes ä época das comunicações (1862-1863) - num exercício de imaginação propõe uma viagem interplanetária, procurando demonstrar que o espaço é infinito, reconhecendo que “embora tenhamos que fazê-lo com nossas faculdades limitadas”1 Nessa viagem o espaço é percorrido “com a velocidade prodigiosa da faísca elétrica (que percorre milhares de léguas por segundo.”1 Atualmente, após todo o avanço científico-tecnológico alcançado, a viagem proposta deixa de ser imaginária para ser real, executada por moderníssimas naves espaciais, viajando pelo Universo, a altíssimas velocidades. As distâncias de “milhares de léguas por segundo” passaram a ser distâncias astronômicas, tendo com parâmetro a “faísca elétrica” medida a partir da velocidade da luz no vácuo (precisamente 299.792,458 km/seg., ou 300.000 quilômetros por segundo, aproximadamente). Para termos noção do que significa esta velocidade façamos uma comparação: a sonda espacial Voyager 1 atinge apenas 0,00558% da velocidade da luz, equivalente a 16,72 km/seg. ou 602.223,09 quilômetros por hora. Um carro de fórmula 1, a 300 km/h., corre cerca de 2.000 vezes mais lento que a nave espacial. A Ciência tem conhecimento que o espaço, ou seja, o Universo, encontra-se em expansão e a sua definição atual é “extensão indefinida, meio ilimitado que contém todas as extensões limitadas”.2 O Espírito Galileu procurando demonstrar o que é o tempo faz uma suposição: entre o momento em que a Terra permanecia imóvel no espaço até “a hora em que, curvada sob o peso de sua velhice, a Terra se apagará no livro da vida (...)”1 mostrando que o tempo é a medida da relatividade das coisas transitórias. Quando encarnado Galileu Galilei “preocupou-se em medir o tempo como uma maneira de compreender a Natureza”. 3 Albert Einstein (Ulm, Alemanha, 14/3/1879 – 18/4/1955, Princeton, USA) considerado o mais importante cientista do século XX, “introduziu o conceito de que o tempo e o espaço não são coisas distintas, mas formam uma unidade e não são apenas o palco no qual ocorrem os eventos da Natureza, mas os protagonistas dessa história”.3 Einstein, através de sua Teoria da Relatividade, demonstrou “que o tempo depende da velocidade em que nos movemos. Quando nos aproximamos da velocidade da luz o tempo flui mais vagarosamente”.3 Ao se empreender uma viagem “para um planeta distante a dezenas de anos luz da Terra e que se a viagem for feita com velocidade bem próxima à da luz”3 quando do retorno, dessa viagem, para as pessoas que ficaram foram decorridos dezenas de anos, mas para os viajantes apenas poucos meses. Atualmente a definição geral de tempo é “noção fundamental concebida como um meio infinito no qual os acontecimentos se sucedem” e em Física é “o parâmetro que permite assinalar uma sucessão de eventos”.2 A Ciência confirma o que o Espírito Galileu afirma em “A Gênese” sobre a relatividade do tempo com as coisas transitórias. “O tempo não é somente uma medida relativa de sucessão das coisas transitórias; a eternidade não é suscetível de nenhuma medida, do ponto de vista de sua duração, para ela, não há começo nem fim; para ela, tudo é o presente. Se séculos e séculos são menos que um segundo em relação à eternidade, o que será então a duração da vida humana?”1 Do ponto de vista físico o tempo de vida – nascimento, existência e morte – é ínfimo em relação à eternidade; do ponto de vista espiritual ele é infinito. Somos Espíritos imortais!
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